Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou que o Brasil não perderá competitividade devido à nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para Alckmin, a aplicação da taxa a todos os países exportadores mantém o Brasil em igualdade de condições no mercado norte-americano.
A declaração ocorreu após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegais tarifas anteriores impostas por Trump, decidindo que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso. O julgamento anulou parte significativa do tarifaço, que incluía uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.
Alckmin ressaltou que a decisão é “muito importante” para o Brasil e abre oportunidades para aumentar as trocas comerciais. Ele observou que, durante o auge das tarifas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que diminuiu para 22% no final do ano passado, após negociações diplomáticas.
O vice-presidente destacou que setores como máquinas, motores e frutas podem se beneficiar da nova situação. Alckmin também mencionou produtos estratégicos, como aço e alumínio, que ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Ele enfatizou que o Brasil não gera déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral.

