O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em 4 de abril. De acordo com a legislação eleitoral, Alckmin precisa deixar o cargo seis meses antes do primeiro turno da eleição, marcado para 4 de outubro. No entanto, a regra de desincompatibilização não se aplica à vice-presidência, então Alckmin pode continuar no cargo mesmo participando da disputa eleitoral.
Alckmin também destacou a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e reafirmou que a expectativa do governo é que o tratado entre em vigor em maio. O acordo prevê salvaguardas para proteger a indústria nacional em caso de aumento excessivo de importações. Alckmin também destacou avanços no Portal Único de Comércio Exterior, plataforma digital que integra procedimentos de exportação e importação no país.
O futuro político de Alckmin ainda é tema de negociações no governo. Ainda não se sabe se ele disputará novamente a vice-presidência na chapa de Lula ou uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo, onde é mais provável que ele seja candidato, devido ao seu histórico político no estado.

