O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ouviu, na tarde desta segunda-feira (9), o depoimento do deputado Ricardo Arruda (PL) no processo que o acusa de quebra de decoro parlamentar por ofensas dirigidas à ministra Cármen Lúcia, do STF. O presidente do colegiado é o deputado Delegado Jacovós (PL). A representação contra Arruda refere-se a declarações feitas na sessão plenária do dia 16 de setembro de 2025, onde ele chamou a ministra de "bruxa".
A denúncia foi apresentada por sete deputadas, que argumentam que a declaração de Arruda ultrapassa os limites da prerrogativa parlamentar e atenta contra o decoro da Casa. Elas afirmam que o comentário revela "menosprezo à condição feminina" e reforça estigmas históricos que comprometem a dignidade das mulheres em posições de poder. Arruda, em sua defesa, alegou que sua crítica foi institucional, em resposta a uma fala de Cármen Lúcia que classificou a população como "pequenos tiranos".
O deputado defendeu que não teve a intenção de ofender as mulheres e que seu posicionamento sempre foi crítico em relação a ministros do STF. Ele também destacou que não houve menção nominal a deputadas em suas declarações. Como a defesa não solicitou o depoimento de testemunhas, o processo avança para a etapa de alegações finais, com prazos a serem definidos pelo presidente do colegiado.
Além disso, o Conselho de Ética designou Tito Barichello (União) como relator de uma nova representação apresentada por Arruda contra o deputado Goura (PDT), relacionada a falas em redes sociais que supostamente contêm irregularidades.

