O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com 38 ministérios, e nas últimas semanas quase metade deles sofreu alterações. Ao menos 17 ministros deixaram seus cargos para concorrer nas eleições deste ano, configurando uma debandada inédita na história recente do Executivo federal.
Mudanças ocorreram em pastas centrais, incluindo aquelas comandadas por políticos do Partido dos Trabalhadores (PT). Rui Costa saiu da Casa Civil para concorrer ao Senado pela Bahia, enquanto Fernando Haddad deixou a Fazenda para se lançar como pré-candidato ao governo de São Paulo. Camilo Santana, ex-Ministro da Educação, também saiu, mas seu futuro político no Ceará ainda não está definido.
Renan Filho (MDB) deixou o Ministério dos Transportes para disputar o governo de Alagoas, e André Fufuca (PP) saiu do Esporte para concorrer ao Senado pelo Maranhão. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se afastou do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para buscar a reeleição na chapa petista.
Os novos ministros, em sua maioria secretários-executivos, assumiram sem mudanças estruturais. Lula destacou em reunião ministerial que é necessário manter a máquina funcionando. O governo Lula, com 38 pastas, só perde para o de Dilma Rousseff, que teve 39 ministérios, e a saída de quase metade dos titulares supera o recorde de 2006, quando 14 ministros se afastaram.

