Uma reportagem publicada pelo The Athletic, vinculado ao jornal The New York Times, levantou a discussão sobre alternativas para a resolução de empates em partidas de futebol, especialmente após as eliminações da Alemanha e da Holanda na última segunda-feira (30). Os jornalistas afirmam que a atual metodologia de decisão por pênaltis é insatisfatória e apontam que as mudanças nas regras de prorrogação não foram suficientes para melhorar a situação.
Uma das sugestões apresentadas foi o retorno do "Golden Goal", onde as equipes jogariam períodos de 15 minutos até que um gol fosse marcado, garantindo assim uma vitória imediata. O jornalista Julian Mckenzie defende que essa abordagem incentivaria os times a buscar a vitória em vez de apenas administrar o resultado para uma possível disputa de pênaltis.
Outra proposta veio do jornalista Patrick Iversen, que sugeriu uma partida em formato reduzido, dividindo o campo ao meio e jogando 5 contra 5 (mais os goleiros) durante 15 minutos em cada lado. Se o jogo terminasse empatado, haveria uma diminuição no número de jogadores em campo. Iversen brincou ao mencionar que os times poderiam ser eliminados caso não conseguissem marcar um gol.
Henry Bushnell, também do The Athletic, apoiou a ideia de reduzir o número de jogadores se os gols não fossem marcados, mas sugeriu manter o formato do Golden Goal, utilizando o campo inteiro. Outros colaboradores do jornal apresentaram propostas mais inusitadas, como disputas de cartas, competições de faltas e até concursos de comida, refletindo um tom mais descontraído sobre o assunto.
Essas discussões surgem em um momento em que o futebol busca formas de tornar suas decisões mais justas e emocionantes, especialmente em torneios de grande porte, onde a pressão é alta e as expectativas dos torcedores são elevadas. A aceitação destas novas ideias, no entanto, dependerá da análise mais profunda sobre sua viabilidade e aceitação entre atletas e torcedores.



