Neurocientista alerta que excesso de conexões virtuais pode aumentar a sensação de solidão e prejudicar a saúde mental
Ter centenas ou milhares de seguidores nas redes sociais não significa estar cercado de amigos. Especialistas chamam a atenção para um fenômeno cada vez mais comum: pessoas hiperconectadas digitalmente, mas emocionalmente isoladas. O resultado pode ser o aumento da ansiedade, do estresse e até da depressão, especialmente entre jovens e adultos que substituíram o convívio presencial pelas interações virtuais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a solidão e o isolamento social já são considerados fatores de risco para o adoecimento físico e mental. Estudos internacionais apontam que pessoas com vínculos sociais fortes apresentam menor risco de desenvolver transtornos emocionais, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo. No Brasil, pesquisas também mostram que o uso intenso das redes sociais tem sido associado ao aumento da sensação de solidão, mesmo entre quem mantém grande número de contatos online.
Para o neurocientista Renê Skaraboto, da Clínica Hipnose para Todos, o cérebro humano foi desenvolvido para criar vínculos reais, baseados em convivência, confiança e presença física. “Curtidas, comentários e mensagens ajudam a manter contato, mas não substituem o encontro, o abraço, a conversa olho no olho e a sensação de pertencimento. O cérebro responde de maneira muito diferente quando vivencia relações presenciais, liberando substâncias ligadas ao bem-estar, à segurança emocional e à redução do estresse”, explica.
O especialista destaca que muitas pessoas confundem amizade com coleguismo. Colegas compartilham ambientes ou interesses em comum, enquanto amigos compartilham a vida. “Uma boa reflexão é pensar para quem você ligaria em um momento de dificuldade e quem atenderia imediatamente esse telefonema. Essa resposta normalmente revela quem realmente faz parte da sua rede de apoio emocional”, afirma.
Outro ponto de atenção é a realidade vivida pelas novas gerações. Muitos adolescentes e jovens adultos acreditam possuir uma ampla rede de amizades por estarem conectados em plataformas digitais e comunidades de jogos. “As amizades virtuais podem ser importantes, mas dificilmente substituem os benefícios emocionais da convivência presencial. Nosso cérebro precisa de interação humana verdadeira para fortalecer vínculos, desenvolver empatia e construir segurança emocional”, ressalta Skaraboto.
O especialista recomenda reservar tempo para fortalecer os relacionamentos presenciais, cultivando encontros e conversas de qualidade. “Ligar para um amigo, marcar um café, um almoço ou uma caminhada são atitudes simples que fortalecem a saúde mental. A amizade é um dos maiores fatores de proteção emocional e precisa ser cultivada continuamente. Assim como qualquer relacionamento importante, ela exige presença, tempo e cuidado.”
Serviço: Hipnose para Todos
Renê Skaraboto
Neurocientista e Hipnoterapeuta
(41) 99692-9774
@hipnose_para_todos
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