O advogado-Geral da União, Jorge Messias, voltou às suas atividades na AGU, mas seu futuro permanece incerto no governo. Sem compromissos públicos agendados, Messias deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda nesta semana para deliberar sobre a continuidade de seu cargo.
Na última quarta-feira (29), Messias enfrentou uma derrota significativa ao ser rejeitado na sabatina para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado havia se afastado de suas funções entre os dias 8 e 30 de abril para se preparar para a audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
A votação que culminou na recusa de sua indicação resultou em 42 votos contrários e 34 a favor. Após este revés, Messias expressou ao presidente sua intenção de deixar a AGU. Em resposta, Lula sugeriu que o advogado tirasse alguns dias de folga para refletir sobre sua situação, evitando decisões precipitadas.
É importante ressaltar que a rejeição de um indicado presidencial ao STF não ocorria há 132 anos. Este episódio intensifica a crise institucional que persiste entre o Legislativo e o governo Lula, uma situação que vem se arrastando há meses. O contexto eleitoral TAMBÉM pode ter influenciado a decisão dos senadores.
Outra possibilidade em discussão é a transferência de Messias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, uma mudança que poderia amenizar o desgaste enfrentado e servir como uma compensação política dentro da administração atual.



