O Paraná registrou melhora nos indicadores de qualidade atmosférica ao longo de 2025, com redução de 14 para três dias com concentrações acima do recomendado de partículas inaláveis finas MP 2,5, queda de 78,5% em comparação com 2024. As informações constam em relatório divulgado pelo Instituto Água e Terra responsável pelo acompanhamento ambiental no território paranaense.
De acordo com o levantamento, nos demais períodos do ano os índices permaneceram dentro do padrão nacional definido pela Resolução Conama nº 506/2024, que fixa limite diário de até 50 microgramas por metro cúbico para esse poluente.
A substância é associada principalmente a emissões veiculares, processos industriais e queimadas, podendo provocar impactos à saúde respiratória, sobretudo em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O monitoramento foi realizado por uma rede composta por 27 estações automáticas instaladas em áreas urbanas, responsáveis pelo envio contínuo de dados ao Instituto.
Em 2025, apenas dois pontos apresentaram registros acima do limite, ambos na Região Metropolitana de Curitiba: Colombo, com pico de 65 microgramas por metro cúbico em dois episódios, e Araucária, onde foi identificado um índice máximo de 51 em um único dia.
Segundo o IAT, ações de fiscalização, políticas de controle de emissões e condições meteorológicas favoráveis contribuíram para o resultado, e a ampliação da rede de monitoramento segue em estudo para os próximos anos.
É uma melhoria considerável se comparado com os dados de 2024, quando em condições exacerbadas pelas queimadas ocorridas ao longo do ano foram registradas 14 concentrações diárias acima dos valores estipulados, sendo seis em estações de Curitiba e oito em estações de Araucária.
O agente de execução e membro da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do IAT, João Carlos de Oliveira, explica que a região da capital é naturalmente mais propensa a apresentar uma qualidade do ar inferior por causa da alta emissão de poluentes.
O relatório também aponta que as médias anuais de qualidade do ar foram positivas. Todos os 12 municípios monitorados pelo órgão ambiental estiveram com indicadores adequados de MP 2,5, seguindo o limite máximo de 17 μg/m³ determinado pela resolução do CONAMA. O município que apresentou o melhor resultado foi União da Vitória, no Sul do Estado, com 6 μg/m³, enquanto a pior média foi em Colombo, com 16 μg/m³.
Atualmente, o monitoramento da qualidade do ar no Estado conta com 21 estações públicas, instaladas em Curitiba (5), Araucária (2), Colombo (2), Paranaguá (2), Guarapuava, Maringá (2), Londrina (2), Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Ponta Grossa e União da Vitória. Estrutura que é complementada por seis estações privadas, localizadas em Curitiba, Araucária (3), Paranaguá e São Mateus do Sul, com esta última não possuindo a capacidade de monitorar o MP 2,5, por isso não entrou no levantamento.
Esse conjunto recebeu um reforço significativo em 2025 com a implementação e atualização de 22 dessas estações, procurando aprimorar a rede com a substituição de equipamentos defasados e instalar novos dispositivos em pontos que não eram monitorados previamente.
Leia outras matérias do Jornal do Paraná e do parceiro Blog do Tupan
Athletico massacra o Foz, em noite de Chiqueti
Onça parda invade residência em Maringá
Dono de boteco é encontrado morto em cima do balcão
Filho tenta matar o pai com uma enxada
Receitas saudáveis: frigideira de feijão-branco
Óbitos em Curitiba de três de fevereiro de 2026
Conselho de Ética vai voltar analisar cassação de Renato Freitas
Horóscopo de quatro de fevereiro de 2026
Guto Silva e Deltan Dallagnol preparam dobradinha para 2026
Caneladas do período pré-eleitoral começa antes do carnaval
Ricardo Gomyde ganha a queda de braço pelo comando do DC
Prefeitura de Curitiba pode encerrar convênio com o CredCesta

