A crise política em Araucária escalou de briga administrativa para trama digna de novela: o que começou como uma Comissão Processante virou, nos bastidores, plano para trocar o prefeito pelo vice. As informações são assustadoras.
Tudo rolou enquanto Gustavo Botogoski curtia férias no exterior. A vice Tati assumiu interinamente o Paço Municipal.
A articulação patinou. Fracassou feio. Mas bagunçou tudo.
Virada suspeita dos vereadores
Na véspera da votação, vereadores que depois aprovaram a comissão saíram de reunião técnica com o procurador-geral e secretário de Governo convictos de que não havia base jurídica para o processo.
No dia seguinte? Votaram sim em peso.
Essa guinada unânime acendeu o alerta político. A comissão ficou com Ben Hur Custódio (relator), Paulinho Cabeleireiro e Nilson Vaz Torres.
O prazo de 45 dias que cheirava a golpe planejado
A bomba veio com declaração circulando: em 45 dias, troca no comando da prefeitura e rearrumação de dívidas.
Não era improviso. Era roteiro com data marcada. A comissão virou suspeita de primeiro ato de um plano maior.
Elenco com ficha suja pesada
Piorou com os coadjuvantes: ex-vereador Vanderlei Cabeleireiro, condenado a mais de 8 anos por concussão em “rachadinha”; vereador Ben Hur Custódio, também por concussão; e ex-vereador Alex Nogueira (ex-marido da vice), por concussão, associação criminosa e improbidade, em regime fechado.
Esses nomes no rolo elevaram a crise a outro patamar.
Manobra da vice no interino
Enquanto no comando temporário, Tati se recusou a assinar exonerações de comissionados indicados pelos vereadores golpistas, segurando as demissões até o prefeito voltar.
Aliados viram nisso um afago político aos articuladores.
Resumo seco dos fatos:
– Comissão aberta contra laudo técnico;
– Prazo revelado para troca;
– Figuras condenadas no meio;
– Decisão chave no interino.
O plano morreu na praia. Neutralizado.
Rompimento à vista e lição política
Sem anúncio oficial de briga entre prefeito e vice. Mas a confiança foi pro brejo, com Tati no epicentro da frustração.
Bastidores já dão como certo: prefeito rompe. Gestão segue, mas o abismo tá cavado.
Em política, sem confiança no núcleo, é cada um por si. Fim de jogo.
Fonte: Oculta

