Cazetta, que é chefe de gabinete do procurador-geral Paulo Gonet, ressaltou que não viu necessidade de ação do órgão no caso em questão. Gonet, que foi indicado ao cargo pelo presidente Lula e reconduzido após influência de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, tem um histórico de parceria com Gilmar no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília.
A repercussão do episódio nas redes sociais ocorreu após a publicação da entrevista na quinta-feira, 23, em que Gilmar Mendes comentou sobre seu pedido para incluir Zema no Inquérito das Fake News. O ex-governador havia divulgado um vídeo que satirizava Gilmar e o ministro Dias Toffoli, em meio ao escândalo do Banco Master. Durante a entrevista, Mendes questionou a validade de se fazer piadas com temas sérios, levantando a possibilidade de se criar bonecos de Zema com conotações homossexuais, o que considerou ofensivo.
Horas após a publicação da entrevista, Gilmar utilizou suas redes sociais para admitir o erro. Ele declarou: "Não tenho receio de reconhecer um erro. Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema." Além disso, o ministro manifestou seu desejo de combater o que chamou de "indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o STF", alegando que Zema estaria envolvido neste contexto.
Embora o pedido para investigar Gilmar Mendes tenha sido arquivado, o requerimento que solicita a inclusão de Zema no Inquérito ainda está pendente de análise pela equipe de Paulo Gonet, sem um prazo definido para essa avaliação.



