O Governo do Paraná alcançou um recorde de atendimentos a animais silvestres, totalizando 6.025 no ano passado. Esse número representa um crescimento de 61,3% em comparação a 2024, quando foram registrados 3.735 atendimentos. A rede de proteção, coordenada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclui tanto os atendimentos realizados pelos escritórios regionais quanto pelos Centros de Atendimento à Fauna Silvestre (Cafs) e Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).
Na distribuição regional, o Centro de Atendimento à Fauna Silvestre do Centro Universitário Filadélfia, em Londrina, liderou com 1.169 atendimentos, representando cerca de 19% do total. Curitiba também se destacou, com 977 atendimentos. Outras regiões que apresentaram altos números foram Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Umuarama.
Em termos de fauna atendida, a maioria dos animais foi composta por aves, totalizando 4.111 indivíduos, o que corresponde a 68% do total. Os mamíferos somaram 1.421, seguidos por 491 répteis e dois invertebrados terrestres. A bióloga Nathalia Colombo ressaltou a importância da coexistência entre humanos e a vida selvagem, por meio de educação ambiental e práticas de manejo.
O Cafs, conforme a Instrução Normativa 06 de 2025, é um local estruturado para receber e tratar animais silvestres. O destino dos animais depende do seu estado de saúde, podendo ser soltos em seu habitat natural ou encaminhados a locais adequados para sua preservação. Os atendimentos envolvem avaliações, tratamentos e procedimentos cirúrgicos para garantir a proteção da fauna silvestre e prevenir a extinção de espécies.

