A janela de contratações fechou e na do Athletico não entrou mais ninguém. Na prática, só entrou o duvidoso Portilla, que não marca, não cobre e não lança.
Então, estamos combinados: o presidente, partindo do protocolo arbitrário do “vai com o que tem”, deixa para o treinador resolver com o time que jogou a Segundona. Se é assim (e não há outra conclusão), o risco de um novo fracasso é objetivo. Esse “time da Segunda” só foi salvo, em Araraquara, na penúltima rodada, com o gol improvável de João Cruz.
Enquanto o mundo tenta entender a decisão do presidente Petraglia, a minha missão parece mais difícil. Um dia desses, o presidente quase rasgou U$ 6 milhões (R$32 milhões) para contratar o atacante Edwuin Cetré. Não finalizando o negócio, presume-se que ficou o dinheiro, e que outros viriam. Não veio ninguém. Ou então, arrependido, não tinha o dinheiro.
A Baixada deixou há muito tempo de ser um lugar onde tudo parece possível. Agora, a fé de Hellmann em Nossa Senhora Aparecida ficou, por enquanto, como a tábua de salvação do Athletico.

