O rubro negro paranaense foi derrotado pelo Palmeiras por 2 a 0, sem muito esforço, na noite deste sábado, na Baixada, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A de 2026, tirando qualquer chance do Athletico ter chances de disputar as duas primeiras colocações.
Mais do que o resultado, a atuação do Furacão voltou a levantar questionamentos sobre as escolhas do técnico Odair Hellmann, que montou uma equipe com funções pouco convencionais, mexeu na estrutura defensiva e demorou a encontrar alternativas para reagir ao placar adverso.
O Palmeiras precisou de apenas nove minutos para construir a vantagem. Maurício abriu o marcador aos cinco, após passe de Flaco López, e Piquerez ampliou aos nove, em cobrança de falta por cima da barreira. O início fulminante expôs as dificuldades de organização do Athletico e colocou o time da casa em uma situação complicada antes mesmo de conseguir se estabelecer na partida.
A escalação de Odair foi um dos pontos mais questionáveis. Mendoza apareceu na lateral, uma função que aumentou a exposição defensiva de um jogador que tem apresentado oscilações e dificuldades para manter intensidade ao longo dos jogos. Na frente, Leozinho voltou a deixar a desejar na recomposição e na marcação, com dificuldades para acompanhar os adversários e contribuir defensivamente.
A formação também mexeu em uma estrutura que vinha contando com o entrosamento entre Jadson e os demais jogadores do setor defensivo. Luiz Gustavo começou como zagueiro, enquanto Filipinho foi utilizado como volante. A mudança não deu a consistência esperada ao meio-campo e contribuiu para que o Palmeiras encontrasse espaços para avançar e pressionar desde os primeiros minutos.
O problema não foi apenas a disposição dos jogadores em campo, mas a falta de resposta coletiva diante da pressão palmeirense. O Athletico demorou a ajustar a marcação, sofreu dois gols em sequência e passou boa parte do primeiro tempo tentando corrigir os efeitos de uma formação que não funcionou como planejado.
O Furacão até teve uma oportunidade de reagir aos 13 minutos, quando Leozinho finalizou, mas parou no goleiro Carlos Miguel. O Palmeiras, entretanto, seguiu controlando a posse de bola e quase ampliou aos 37, em finalização de Flaco López que acertou o travessão.
A expulsão de Andreas Pereira, aos 42 minutos, após receber o segundo cartão amarelo, abriu uma oportunidade para o Athletico mudar o rumo da partida. Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, a equipe paranaense passou a ocupar mais o campo de ataque, mas encontrou dificuldades para transformar a superioridade numérica em gols.
Logo no primeiro minuto da etapa final, Viveros obrigou Carlos Miguel a fazer uma defesa importante. O goleiro palmeirense voltaria a aparecer em outros momentos, enquanto o Athletico acumulava tentativas sem conseguir superar a defesa adversária.
As substituições de Odair também ficaram sob questionamento. A entrada de Zapelli e a decisão de deixar Dudu fora das opções utilizadas, além da saída de João Cruz, levantaram dúvidas sobre os critérios adotados para tentar mudar o jogo. Em um cenário no qual o Athletico tinha vantagem numérica e precisava buscar o resultado, a equipe não conseguiu encontrar uma organização ofensiva capaz de transformar o domínio territorial em pressão efetiva.
Zapelli ainda levou perigo aos 27 minutos, com um chute rente à trave, e voltou a ameaçar nos acréscimos. Leozinho também teve uma oportunidade aos 30, mas Carlos Miguel se recuperou após o desvio e evitou o gol. Viveros, Luiz Gustavo e Aguirre participaram de outras tentativas, todas sem sucesso.
O goleiro palmeirense acabou sendo um dos principais responsáveis por manter o placar. Aos 37 minutos, defendeu uma finalização de Viveros e, aos 48, voltou a impedir o gol em chute de Zapelli.
A derrota deixa o Athletico com 53 pontos, na terceira colocação, mas sob risco de perder a posição para o Fluminense. O Palmeiras chegou a 66 pontos e assumiu provisoriamente a liderança, com dois de vantagem sobre o Flamengo, que ainda joga nesta rodada.
O resultado também expõe uma questão para Odair Hellmann: a capacidade de organizar a equipe diante de adversários que impõem pressão desde o início e de aproveitar situações favoráveis durante a partida.
Contra o Palmeiras, o Athletico começou desorganizado, sofreu dois gols rapidamente e, mesmo com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, não conseguiu reverter o cenário.
O Furacão volta a campo no próximo sábado, 24 de outubro, às 16h30, quando enfrenta o Vitória, no Barradão, pela 32ª rodada do Brasileirão.
O Palmeiras encara o Bragantino no mesmo dia, um dia antes da eleição presidencial, mas às 18h30, na Arena Barueri.
Ficha técnica
Athletico 0 x 2 Palmeiras
Rodada: 31ª
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões Amarelos:
Athletico-PR: Leozinho
Palmeiras: Andreas Pereira (2), Piquerez
Cartões Vermelhos:
Palmeiras: Andreas Pereira
GOLS:
Palmeiras: Maurício – 5’1T, Piquerez – 9’1T
Público: 35.852 torcedores
Renda: R$ 2.568.960,00
Estádio: Arena da Baixada
Local: Curitiba (PR)
Athletico: Mycael; Gilberto (Felipe Chiqueti), Arthur Dias, Aguirre e Mendoza; Jadson, Luiz Gustavo, Felipinho (Jorge Rivaldo) e João Cruz (Claudinho, depois Zapelli); Leozinho e Viveros. Técnico: Odair Hellmann
Palmeiras: Carlos Miguel; Murilo, Bruno Fuchs (Benedetti) e Alexander Barboza; Khellven, Lucas Evangelista (Emiliano Martínez), Andreas Pereira, Maurício (Marlon Freitas) e Piquerez; Ramón Sosa (Arthur) e Flaco López (Arias). Técnico: Abel Ferreira
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