A saúde mental dos profissionais da segurança pública e privada do Paraná foi tema de audiência pública, realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado. O evento, promovido pelo deputado Tito Barichello, reuniu especialistas e representantes das forças de segurança, que destacaram a gravidade do cenário atual da saúde mental desses profissionais no Brasil.
O deputado Tito Barichello enfatizou a situação alarmante, revelando que, em média, um policial comete suicídio a cada três dias no país. Ele ressaltou a urgência de medidas concretas, afirmando que é mais provável que um policial tire a própria vida do que morra em confronto. O parlamentar também defendeu a atuação conjunta do poder público e da sociedade em ações preventivas.
Mário César Monteiro, diretor do Sindicato dos Servidores da Socioeducação do Paraná, apresentou dados que indicam que cerca de 20% da população geral apresenta transtornos mentais, enquanto esse número ultrapassa 40% entre os servidores policiais. Ele também destacou a expectativa de vida reduzida dos policiais, que é de cerca de 62 anos, em comparação à média nacional de 73 a 75 anos, evidenciando o impacto das condições de trabalho.
Cristiano da Luz, diretor do Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Paraná, apontou que mais de 50% dos policiais penais relataram problemas de saúde mental. Ele defendeu a criação de políticas públicas voltadas à saúde mental, incluindo a revisão das regras de aposentadoria e a criação de uma rede de atendimento em saúde mental para facilitar o acesso a acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

