O recente lançamento do filme "Elize: Sombras de Uma Mulher", disponível na Netflix, trouxe à tona um áudio de Elize Matsunaga que circula nas redes sociais. A gravação, feita em abril de 2012, semanas antes do assassinato de Marcos Matsunaga, reacendeu a curiosidade dos internautas sobre os eventos que levaram a um dos crimes mais comentados do Brasil.
Na gravação, Elize contata a Polícia Militar pelo número 190 e relata que havia sido ameaçada pelo marido, que na época era CEO da Yoki Alimentos. Durante a ligação, ela questiona se poderia trocar a fechadura do apartamento para evitar que ele retornasse ao local. A Polícia Militar, após o chamado, enviou viaturas ao endereço indicado, mas não encontrou nenhuma irregularidade, conforme registro da ocorrência.
Após o contato com a polícia, Elize saiu de São Paulo e viajou para a Bahia, acompanhada da filha e da babá. Menos de um mês depois, em 19 de maio de 2012, Marcos Matsunaga foi assassinado e esquartejado. Os restos mortais do empresário foram descobertos em um matagal em Cotia, na Grande São Paulo. Durante as investigações realizadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Elize confessou ser a autora do crime.
A atriz Lorena Comparato, que interpreta Elize no filme, compartilhou que ficou muito interessada em fazer o teste para o papel, ressaltando a profundidade e complexidade da história. Comparato estreia como protagonista em sua carreira e, ao falar sobre o filme, destacou a responsabilidade de retratar uma criminosa em uma produção que se baseia em fatos reais.
Com a estreia de "Elize: Sombras de Uma Mulher", a produção revisita a história e apresenta a versão da ex-enfermeira sobre os acontecimentos que cercaram o crime. O áudio voltou a ser amplamente compartilhado nas mídias sociais, reacendendo discussões sobre o relacionamento conturbado do casal e os dias que precederam o assassinato.



