A alta recente nos preços dos combustíveis é atribuída a reajustes realizados pelas distribuidoras, e não pelos postos de venda, conforme aponta o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Paranapetro). Os postos são obrigados a adquirir combustíveis apenas das distribuidoras, o que limita seu poder de negociação e os torna dependentes das decisões dessas companhias.
Nos últimos dias, os aumentos têm sido quase diários, com o diesel apresentando reajustes acumulados próximos a R$ 2 por litro em algumas distribuidoras, enquanto a gasolina subiu mais de R$ 0,20. O Paranapetro ressalta que esses aumentos começaram após a guerra no Oriente Médio, que supostamente elevou o preço do petróleo no mercado internacional.
Além da gasolina, o etanol também sofreu aumentos significativos, com as distribuidoras justificando os reajustes pela alta nos preços das usinas de cana-de-açúcar. O sindicato destaca que fiscalizações nas distribuidoras em outros estados indicam irregularidades, com diversas notificações a empresas do setor.
O Paranapetro afirma que as distribuidoras repassam rapidamente os aumentos aos postos, enquanto eventuais reduções demoram a ser aplicadas. Em nota, entidades do setor de combustíveis reconhecem a volatilidade do mercado e a influência de fatores internacionais sobre os preços locais, ressaltando que a variação nos custos é resultado de múltiplas variáveis econômicas e logísticas.

