Na última quinta-feira (30), a cidade autônoma de Ceuta, localizada no sul da Espanha, recebeu um grande número de imigrantes provenientes de Marrocos. Os migrantes chegaram por via marítima, com muitos deles atravessando o mar a nado. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma multidão na orla da cidade, enquanto outros migrantes conseguiram cruzar a fronteira terrestre escalando a cerca de segurança que divide os dois países. Registros em vídeo ilustram a celebração de alguns migrantes ao entrarem em território espanhol, com gritos de "Viva a Espanha".
A agência estatal EFE informou que centenas de jovens conseguiram escalar a cerca durante um momento em que não havia agentes da polícia espanhola na área. Relatos indicam que integrantes da força auxiliar marroquina, encarregada da segurança do lado de Marrocos, deixaram a região à medida que os migrantes avançavam.
Antes dessa nova onda de chegadas, mais de 1,5 mil imigrantes já haviam alcançado Ceuta na semana anterior, conforme dados das autoridades locais. O centro de acolhimento da cidade tem operado acima de sua capacidade por vários dias, o que tem gerado preocupações sobre as condições de abrigo.
Diante do aumento expressivo no número de chegadas, o prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, fez um apelo ao governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para que seja decretado estado de emergência. Essa medida visa ampliar a capacidade de resposta das autoridades frente à situação crítica que se estabelece na cidade.
O cenário atual acende um alerta sobre a pressão migratória na região, que se intensifica em função das condições socioeconômicas enfrentadas por muitos nos países de origem, como Marrocos. A situação em Ceuta reflete um desafio contínuo para a União Europeia em lidar com questões migratórias e humanitárias na fronteira entre a África e a Europa.



