Banco Central mantém postura restritiva diante da inflação insatisfatória

Gabriel Galípolo reafirma compromisso do BC em controlar a inflação e justifica a taxa de juros elevada

Banco Central mantém postura restritiva diante da inflação insatisfatória
Banco Central mantém postura restritiva diante da inflação insatisfatória

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destaca insatisfação com a inflação e defende juros elevados.

Banco Central reafirma compromisso com controle da inflação

Na última segunda-feira, em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou a insatisfação da diretoria em relação ao nível da inflação, que ainda não atingiu a meta estabelecida de 3%. Essa preocupação levou a instituição a manter a taxa de juros em um patamar restritivo. Galípolo afirmou que “gostaríamos que a inflação estivesse convergindo mais rápido, mas existe um custo, um trade-off” para alcançar esse objetivo.

Manutenção da taxa Selic em 15% ao ano

Atualmente, a taxa básica Selic se encontra em 15% ao ano, e o cenário econômico gera especulações sobre quando o Banco Central poderá iniciar um ciclo de cortes. Os economistas, consultados pelo BC, reduziram a projeção da Selic para 12% até o final de 2026, sem prever cortes na última reunião do ano, agendada para dezembro. Essa expectativa indica uma cautela em relação ao cenário inflacionário e ao desempenho da economia.

Compromisso com a estabilidade financeira

Galípolo também abordou a questão da estabilidade financeira, ressaltando que os bancos são instituições “falíveis” e que o Banco Central deve aprender com erros do passado para evitar problemas futuros. Embora não tenha mencionado diretamente o caso do banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada recentemente, o presidente do BC enfatizou a importância de seguir um “gabarito” adequado na condução da política monetária.

Perspectivas futuras e vigilância fiscal

O secretário-executivo do ministério da Fazenda complementou que, apesar de alguns resultados econômicos melhores, é fundamental manter vigilância sobre as questões fiscais. Galípolo reforçou que “toda vez que for necessário, o Banco Central vai usar a taxa de juros” para garantir que a inflação permaneça sob controle, assegurando que a política monetária esteja alinhada com o cumprimento do mandato do BC.

O compromisso do Banco Central em controlar a inflação e a postura de juros restritivos são indicativos de uma abordagem cautelosa diante das flutuações econômicas, refletindo a responsabilidade da instituição em manter a estabilidade financeira no país.

Fonte: www.infomoney.com.br

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