Cristina Rosa Cristovam, de 47 anos, é uma das primeiras paranaenses a receber a Bolsa Cuidador. Ela cuida em tempo integral dos pais, de 75 e 77 anos, há 18 meses. A pausa na vida profissional para se tornar cuidadora aconteceu após a mãe sofrer uma fratura no fêmur e ser acometida por demência. A analista de RH conta que até então, ela tinha sua mãe lúcida, que cuidava do seu pai, diagnosticado com Alzheimer há cinco anos, cuidava da casa e resolvia tudo. Mas, depois da queda e com a demência, ela passou a precisar de ajuda 24 horas por dia. Cristina procurou a Assistência Social do município, mas na época, ainda não existia um programa voltado especificamente aos cuidadores. Em outubro, o Governo do Paraná sancionou a Bolsa Cuidador, que concede meio salário mínimo a familiares que cuidam de idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. A seleção dos beneficiários é realizada pelos Núcleos Municipais de Cuidado. Cada município recebe 15 bolsas, totalizando 300 benefícios destinados a cuidadores familiares de pessoas idosas em situação de fragilidade e dependência. A secretária municipal de Assistência Social de Cianorte, Andressa Safira, afirma que o programa Bolsa Cuidador veio para coroar o ano de 2025. A política do cuidado é grandiosa porque garante autonomia e qualidade de vida. A implementação ocorre de forma gradual, a partir de um projeto-piloto. Neste primeiro momento, 20 cidades paranaenses oferecem o programa. Para receber a Bolsa Cuidador, o familiar deve ter 18 anos ou mais, residir no mesmo domicílio da pessoa idosa, estar inscrito no CadÚnico com registro válido e atualizado e integrar uma família com renda per capita de até um salário mínimo nacional. Já a pessoa idosa deve apresentar fragilidade clínico-funcional, estar incluída no CadÚnico e não estar institucionalizada.

