Na manhã desta quarta-feira (7), o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, foi preso na zona norte de São Paulo, sendo suspeito de assassinar o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos. A detenção ocorreu após a decretação da prisão preventiva de Oliveira pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na última sexta-feira (2), a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), o bombeiro já havia se apresentado no quartel onde atua na segunda-feira (5), após ordem do comando do Corpo de Bombeiros. Entretanto, a prisão não pôde ser efetivada até as 17h de terça-feira (6), em razão de uma restrição do artigo 236 do Código Eleitoral, que impede a detenção de eleitores nos cinco dias que antecedem a eleição e nas 48 horas seguintes ao encerramento da votação, salvo exceções previstas em lei.
Após a apresentação no 13º Distrito Policial, na Casa Verde, Oliveira foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e será mantido detido no Presídio Militar Romão Gomes. O estudante Bruno Hashimura foi baleado durante uma briga de trânsito no dia 30 de setembro, na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, em Taubaté, no interior de São Paulo.
Bruno, que cursava o quarto semestre de Medicina na Universidade de Taubaté (Unitau), foi filmado enquanto tentava correr para se afastar da situação, com a mão sobre o peito. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Regional de Taubaté, mas não sobreviveu aos ferimentos.
Na semana anterior à prisão, o advogado Claudio Rodrigues, que defende Oliveira, mencionou que estava acompanhando as investigações e que os argumentos de defesa seriam apresentados com base nas evidências coletadas durante o processo. Ele ressaltou que não faria comentários sobre os detalhes do caso enquanto as investigações estivessem em andamento.
Atualmente, a defesa técnica sustenta que Oliveira agiu em legítima defesa, uma alegação que será fundamentada com base nas provas apresentadas ao longo das investigações e do processo legal. A Polícia Técnico-Científica realizou a perícia no local da ocorrência e apreendeu a arma utilizada pelo bombeiro. O 11º Grupamento de Bombeiros informou que Oliveira estava afastado de suas funções e em licença sem vencimentos, não atuando na região do Vale do Paraíba.



