Borja Iglesias, atacante da seleção da Espanha, é conhecido por sua postura tanto dentro quanto fora de campo. Às vésperas da final da Copa do Mundo de 2026 contra a Argentina, o jogador fez uma ironia sobre um potencial encontro com Donald Trump, expressando a esperança de que essa interação seja breve, caso La Roja conquiste o título.
Em entrevista à revista Panenka, o jogador de 33 anos foi questionado sobre a possibilidade de seguir o protocolo da FIFA, que prevê a presença de Trump para entregar o troféu ao vencedor, assim como ocorreu no Mundial de Clubes de 2025, quando o presidente norte-americano entregou a taça ao Chelsea após a vitória sobre o PSG. Borja Iglesias, de forma descontraída, comentou sobre o assunto.
"Não é o momento de gerar polêmica. As pessoas conhecem minha posição. Eu adoraria fazer muitas coisas, mas não tenho poder suficiente para enfrentar certas questões", afirmou o atacante, que veste a camisa 26 da seleção espanhola na competição.
Reconhecido no Campeonato Espanhol, Borja Iglesias tem um histórico de posicionamentos políticos marcantes. Em 2023, enquanto jogava pelo Real Betis, ele se manifestou contra a homofobia no futebol, destacando o aumento de 70% nos crimes relacionados à orientação sexual na Espanha em 2022. O atleta usou suas redes sociais para dar apoio à causa, afirmando que sua orientação sexual não deveria ser alvo de agressões.
O atacante também se manifestou sobre o polêmico beijo do ex-presidente da Federação Espanhola, Luis Rubiales, na jogadora Jenni Hermoso, afirmando que não defenderia a seleção enquanto Rubiales estivesse no cargo. Em 2025, Borja Iglesias se posicionou em apoio a manifestações pró-Palestina que ocorreram durante a Volta a Espanha.
A final da Copa do Mundo de 2026 se aproxima, agendada para este domingo (19), às 16h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Espanha e Argentina lutarão pelo título, com a equipe espanhola buscando sua segunda conquista na história, após vencer em 2010. A Argentina, por sua vez, já conta com três títulos (1978, 1986 e 2022) e almeja se tornar a terceira seleção a vencer duas Copas seguidas, juntando-se a Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962).



