O técnico Carlo Ancelotti conseguiu implementar a famosa máxima do palhaço Tiririca, "pior do que está não fica", na Seleção Brasileira. Após um empate insatisfatório de 1 a 1 contra a Austrália na sexta-feira, 25, o Brasil demonstrou uma evolução significativa durante o jogo de terça-feira, 30, ao vencer os australianos por 4 a 2.
A mudança de esquema tático foi fundamental para a melhora da equipe, que havia enfrentado dificuldades jogando com apenas dois meio-campistas. Desde o primeiro minuto, o lateral direito Vanderson, embora não se compare a ícones como Carlos Alberto, Leandro ou Djalma Santos, abriu o placar, indicando um desempenho mais próximo do esperado para a Seleção.
Entretanto, a Austrália não se deixou abater e, em um curto espaço de tempo, virou o jogo com dois gols, um deles fruto de uma falha do goleiro Otávio, que estreava na seleção. No final do primeiro tempo, Raphinha converteu um pênalti, igualando a partida antes do intervalo, mas saiu de campo sentindo um desconforto na coxa.
O segundo tempo trouxe uma nova dinâmica, com Vinícius Jr, que teve uma atuação apagada na primeira etapa, se destacando. Ele foi responsável pelo terceiro gol, assistindo Bruno Guimarães, e também sofreu um pênalti que resultou no quarto gol da Seleção.
Com essa vitória, o Brasil busca resgatar a confiança e a qualidade do seu futebol, que, segundo muitos, já se perdeu há tempos. A equipe se prepara para os desafios futuros, com os olhos voltados para a Copa do Mundo de 2026, onde espera não repetir os erros do passado, como em 1990, quando foi eliminada nas oitavas de final.
Além da vitória, o jogo acendeu discussões sobre a atual situação do futebol brasileiro e a necessidade de um renascimento, em um ambiente que inclui polêmicas em torno de apostas e as condições dos clubes. Com a torcida ansiosa por melhorias, a Seleção tenta dar um passo à frente na construção de um novo ciclo sob a liderança de Ancelotti.



