A CAIXA Econômica Federal entrou com um pedido no Tribunal Superior do Trabalho (TST) em resposta à greve de bancários, que começou em 10 de setembro. A decisão de acionar a Justiça foi tomada após uma nova rodada de negociações realizada na última quarta-feira, 23 de setembro.
De acordo com a instituição financeira, as negociações resultaram em "propostas distintas", mas não houve um consenso entre as partes. Em função desse impasse, a CAIXA decidiu levar a questão ao TST, buscando uma solução que garanta segurança jurídica e previsibilidade para todos os envolvidos.
Em nota, a CAIXA afirmou que manterá seu compromisso com as identidades representativas e com os empregados, além de se comprometer a cumprir integralmente as determinações que possam ser estabelecidas pela Justiça do Trabalho. A ação judicial foi caracterizada como um dissídio coletivo.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) anunciou que já mobilizou sua assessoria jurídica e está disposta a tomar as medidas necessárias em defesa dos trabalhadores. A entidade também ressaltou que, apesar das recusas, ainda existe a possibilidade de novas negociações com a CAIXA.
O banco reiterou que continuará com a proposta que havia apresentado anteriormente, destacando que essa proposta não está incluída no escopo do dissídio. Na tarde da última quarta-feira, trabalhadores realizaram protestos em frente à CAIXA na Avenida Paulista, evidenciando a insatisfação com a situação atual das negociações.



