Tifanny Abreu, atleta trans de 40 anos do Osasco São Cristóvão Saúde, está impedida de participar da Copa do Brasil no ginásio Moringão. A proibição foi aprovada pela Câmara Municipal de Londrina com 12 votos a favor e 4 contra, em um requerimento que foi debatido em caráter de urgência.
A Confederação Brasileira de Vôlei já acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) por considerar a decisão inconstitucional. A CBV ressaltou que Tifanny está elegível para competir, em conformidade com a política de elegibilidade de atletas trans da entidade.
O requerimento é baseado na Lei nº 13.770, de 2024, que proíbe a participação de atletas que não correspondem ao sexo biológico de seu nascimento em competições esportivas em Londrina. A violação da norma pode resultar na revogação do alvará do evento e multa de R$10.000,00.
A deputada federal Carol Dartora publicou uma nota de repúdio e protocolou um ofício no Ministério Público para investigar uma possível prática discriminatória. Ela afirmou que a transfobia é crime e não deve ser normalizada, destacando que Tifanny cumpre todas as regras estabelecidas pela CBV.

