A Câmara dos Deputados abriu uma investigação para apurar ameaças de morte, estupro e tortura recebidas pela deputada federal Carol Dartora (PT) em seu e-mail institucional. A apuração foi autorizada pelo presidente da Casa, deputado Hugo Motta, e está sendo conduzida pela Polícia Legislativa.
As mensagens de cunho racista e misógino foram enviadas no último domingo e continham ameaças explícitas. Carol Dartora afirmou que as ameaças estão relacionadas à sua posição como mulher negra em um cargo político. Ela classificou o episódio como um ataque ao exercício de seu mandato e solicitou reforço na segurança.
Além da investigação interna, Dartora pediu a abertura de um inquérito na Polícia Federal e comunicou o caso à Procuradoria-Geral da República e a outras instituições. O remetente, identificando-se como Lucas Bovolini Martins, utilizou um serviço de e-mail criptografado, o ProtonMail, sediado na Suíça.
O histórico de ameaças contra a parlamentar não é recente, e ela já havia elaborado um dossiê com mensagens recebidas anteriormente. Os crimes que ela solicita que sejam investigados incluem ameaça qualificada, injúria racial, violência política de gênero e ciberterrorismo. Dartora atribui as ameaças recentes a projetos de lei que visa combater a misoginia digital, protocolados na última semana.

