A Campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou, nesta quarta-feira (16), uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência, devido a declarações feitas durante o horário eleitoral gratuito, exibido em rede nacional na terça-feira (15).
No pedido, a coligação "Brasil pronto pra mais" reivindica um direito de resposta e solicita, de forma liminar, que a propaganda de Flávio não seja mais veiculada pelas emissoras de televisão. A campanha de Flávio Bolsonaro foi contatada para se manifestar a respeito, mas não houve resposta até o momento.
Durante sua apresentação, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula teria "dividido o seu poder com Alexandre de Moraes", o que, segundo ele, teria deixado o Brasil "sem presidente nenhum, sem comando". O candidato também fez críticas ao governo petista, alegando que este integra um "sistema que está apodrecido" e que Lula governou ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo suas declarações, teria infringido a lei.
Na ação apresentada ao TSE, a coligação de Lula argumenta que as afirmações de Flávio Bolsonaro são falsas e foram utilizadas para criar uma versão distorcida sobre a atuação do governo federal e as interações entre o Executivo e o Judiciário. A campanha também contesta as declarações sobre segurança pública, pobreza e renda, afirmando que o conteúdo da propaganda extrapola os limites do debate eleitoral.
A representação solicita que a Justiça Eleitoral determine a suspensão da reexibição do programa e notifique as emissoras de televisão. Além disso, a coligação pede que seja concedido um direito de resposta no próprio espaço utilizado por Flávio, permitindo que Lula apresente sua versão aos eleitores.
Em outro trecho da petição, a Campanha de Lula ressalta que o discurso de Flávio tem como intuito explorar o ambiente de tensão entre as instituições. A coligação argumenta que o candidato se utiliza do acirramento institucional como uma ferramenta de campanha, buscando assim gerar impactos eleitorais a partir da crise envolvendo o STF.



