A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está promovendo a viagem dos presidentes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. Os dirigentes começaram a chegar a Nova York nesta semana e vão participar de uma série de encontros estratégicos sobre o futuro do futebol nacional, além de assistirem à estreia da Seleção Brasileira no torneio.
Os representantes dos clubes contarão com uma programação de cinco dias, onde terão as despesas de passagens aéreas, hospedagem, alimentação e ingressos totalmente custeadas pela CBF. Além dos presidentes dos clubes, dirigentes de federações estaduais também foram convidados a participar dessa agenda, que busca discutir temas como a implementação do fair play financeiro no futebol brasileiro e o avanço nas conversas para a criação de uma liga unificada responsável pela organização do Campeonato Brasileiro.
Os encontros incluirão reuniões com representantes da Major League Soccer (MLS), que compartilharão informações sobre o modelo de gestão da principal liga de futebol dos Estados Unidos. A estreia da Seleção Brasileira no Mundial está marcada para o dia 13, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, em um confronto contra o Marrocos.
Após as atividades programadas, alguns cartolas devem permanecer nos Estados Unidos para acompanhar o restante da Copa do Mundo, mas essas despesas não serão cobertas pela CBF. Essa iniciativa não é a primeira da entidade em promover intercâmbios internacionais.
Em janeiro, a CBF já havia custeado uma visita de dirigentes a países como Inglaterra, Alemanha e Espanha, onde puderam conhecer modelos de gestão adotados por ligas e federações europeias. Durante essa viagem, os participantes assistiram a apresentações sobre temas relevantes, como fair play financeiro, profissionalização da arbitragem e uso de tecnologia.
A expectativa da CBF é que a presença dos principais dirigentes do futebol brasileiro em solo americano contribua para o avanço em discussões que são consideradas essenciais para a modernização da gestão do esporte no país, especialmente em relação à sustentabilidade financeira e à estruturação das competições nacionais futuras.



