Pesquisadores do Brasil e da Argentina lançaram a edição 2026 do Censo Binacional de Onças-Pintadas, coordenado pelo Projeto Onças do Iguaçu e pelo projeto Yaguareté. A primeira edição do censo ocorreu em 2003, com o levantamento mais recente previsto para 2024. Os dados atuais apontam entre 64 e 110 onças-pintadas na região, com 16 a 33 no Brasil e o restante na Argentina.
Entre 2005 e 2018, houve um aumento no número de onças detectadas no território. No entanto, os censos de 2020 e 2022 indicaram uma estabilidade nos dados. Este 14.º censo de grande escala será realizado até fevereiro de 2027, com amostragem simultânea nos dois países por três meses em áreas chave para a espécie.
Para monitorar os felinos, serão utilizadas 90 armadilhas fotográficas no Brasil e 170 na Argentina, posicionadas em locais estratégicos. Os dispositivos capturam imagens quando os animais se aproximam, o que permitirá aprofundar o entendimento sobre o status populacional da onça-pintada, incluindo estimativas de densidade e dinâmica populacional.
O censo adota o lema “onde tem onça, tem vida”, enfatizando a importância de um ambiente saudável com presas disponíveis e habitats conservados. O Projeto Onças do Iguaçu é uma iniciativa do ICMBio, enquanto o projeto Yaguareté é executado pela Associação Civil Centro de Investigaciones del Bosque Atlántico (CeIBA).

