A página digital CHOQUEI divulgou uma nota oficial nesta terça-feira, 21, em resposta à prisão de seu fundador, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos. O empresário é alvo de uma investigação que apura transações ilícitas totalizando R$ 1,6 bilhão. No comunicado, a defesa jurídica da CHOQUEI destacou que a empresa nunca se envolveu em atividades irregulares ou teve qualquer ligação com organizações criminosas.
Os advogados afirmaram que acreditam na inocência de Raphael Sousa, que, segundo a nota, "será demonstrada perante as autoridades competentes". A CHOQUEI, que atua há mais de dez anos no ambiente digital, enfatizou que seu foco é a cobertura da cultura pop, entretenimento, música, cinema e cotidiano artístico do Brasil. A defesa ressaltou que todos os contratos publicitários da empresa seguem as normas do mercado e a legislação vigente.
No comunicado, a defesa da CHOQUEI reiterou que não existem vínculos com crimes ou prestação de serviços fora dos parâmetros legais. "À luz dessas considerações, a página CHOQUEI nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa, tampouco prestou serviços com finalidade diversa daquela inerente à sua atividade econômica lícita, consistente em publicidade e marketing digital, nos termos da legislação aplicável", afirmou a equipe jurídica.
O texto também esclareceu que as relações comerciais da empresa no contexto da investigação se limitaram à contratação regular de serviços publicitários. A CHOQUEI informou que suas parcerias sempre foram voltadas à divulgação de trabalhos artísticos, musicais e influenciadores digitais, em conformidade com a prática do setor.
Em relação às acusações de tentativas de influenciar investigações policiais, a defesa afirmou que Raphael nunca teve conhecimento de qualquer intenção por parte de outros investigados de usar as postagens da página para influenciar ou abafar apurações. A CHOQUEI foi criada em 2014 inicialmente como um passatempo e ganhou notoriedade ao ampliar a cobertura sobre celebridades, levando Raphael a abandonar seu antigo emprego.
A Operação Narco Fluxo, que resultou na prisão de Raphael e de outras pessoas, visa desmantelar uma rede acusada de movimentar quantias ilícitas, incluindo criptomoedas, tanto no Brasil quanto no exterior. A investigação sugere que o grupo utilizava a indústria fonográfica para ocultar e dissimular valores, operando com grandes quantias em dinheiro e transferências digitais.



