O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, anunciou nesta sexta-feira, 1º, a decretação de calamidade pública em razão do volume excepcional de chuvas que atingiu o estado, o maior registrado nos últimos 30 anos. As fortes precipitações provocaram destruição de pontes, bloqueios em rodovias estaduais e deixaram várias comunidades sem acesso a serviços básicos.
Duas mortes foram confirmadas em Guarabira, onde as vítimas sofreram descargas elétricas em estruturas metálicas que estavam montadas para uma corrida de rua. A concessionária de energia local informou que uma conexão clandestina eletrificou a armação durante o temporal, resultando nas fatalidades.
Cidades como Alhandra e Pilar enfrentaram volumes históricos de precipitação, com 191 mm e 170 mm, respectivamente. Em resposta ao desastre, o Corpo de Bombeiros mobilizou equipes de João Pessoa para auxiliar no resgate de pessoas em áreas vulneráveis. Aproximadamente 60 militares estão envolvidos na retirada de famílias em risco e na distribuição de donativos, incluindo colchões e água potável.
Em João Pessoa, a inundação do Rio Gramame comprometeu a principal estação de tratamento de água, danificando o sistema elétrico e paralisando as bombas. Essa situação resultou em cortes no abastecimento que afetam diversos bairros da capital, além das cidades de Cabedelo e Conde.
O Departamento de Estradas de Rodagem interditou completamente três rodovias estaduais devido a danos estruturais. As rodovias PB-032, PB-054 e PB-066 sofreram rompimentos em acessos e pontes, levando o governo a criar um comitê de crise para monitorar os pontos críticos e trabalhar na liberação das vias assim que o nível das águas diminuir.
A situação não se limita à Paraíba; o estado de Pernambuco também enfrenta consequências severas das chuvas, contabilizando quatro mortes e centenas de desabrigados na região metropolitana do Recife. O governo federal se comprometeu a oferecer apoio financeiro e técnico às prefeituras afetadas após diálogo entre o presidente Lula e autoridades locais.



