O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomou a decisão nesta terça-feira (04) de afastar a juíza Gabriela Hardt por um período de dois anos. A magistrada, que atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato, está sendo alvo de uma apuração que foi iniciada em 2024.
A investigação foi desencadeada após uma fiscalização realizada pela Corregedoria do CNJ, que apontou que Hardt teria se envolvido em um esquema para a criação de uma fundação privada. Esta fundação, segundo as apurações, seria financiada com recursos oriundos da Lava Jato.
A decisão de afastamento reflete a preocupação do CNJ com a integridade do Judiciário, especialmente em casos que envolvem figuras proeminentes da Operação Lava Jato. O afastamento de Hardt se insere em um contexto mais amplo de monitoramento das ações de magistrados e busca garantir a transparência e a responsabilidade dentro do sistema judicial.
O CNJ, ao decidir pela maioria, demonstra uma postura firme diante de irregularidades que possam comprometer a confiança pública nas instituições. A Operação Lava Jato, que revelou um vasto esquema de corrupção envolvendo diversas esferas do poder, continua a ter desdobramentos importantes, refletindo a necessidade de rigor nas práticas judiciais.
A expectativa é que o afastamento de Gabriela Hardt traga à tona mais informações sobre sua atuação e sobre o funcionamento da fundação em questão, além de permitir que o CNJ conduza a investigação sem conflitos de interesse ou pressões externas. O caso segue em análise, e novos desdobramentos poderão ocorrer nos próximos meses.



