A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) recuou de sua posição anterior e decidiu esperar o resultado de uma reunião com caminhoneiros autônomos, agendada para esta quarta-feira (18), em Santos (SP). A reunião servirá para determinar se a CNTTL apoiará uma possível greve motivada pela alta nos preços do diesel.
A entidade pressiona o governo federal por ações que visem conter as variações consideradas abusivas no preço do combustível. Nas vésperas da reunião, a CNTTL participou de encontros com lideranças da categoria que defendem uma paralisação ainda nesta semana. O preço do diesel acumula alta de 18,86% desde o fim de fevereiro, em grande parte devido a tensões internacionais, e o barril do Brent também registrou aumento significativo.
Apesar da indefinição sobre o apoio da CNTTL, movimentos em defesa da greve continuam ativos. A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos (Sindicam) são os principais articuladores, e uma assembleia em Santos aprovou a possibilidade de greve, sem data definida. Os motoristas foram orientados a evitar bloqueios de rodovias para não sofrer sanções.
O governo federal monitora a situação e admite o risco de paralisação. Medidas como isenções e subsídios foram anunciadas, embora a Petrobras tenha reajustado o preço do diesel em 11,6% logo em seguida. A mobilização atual é comparada à greve de 2018, mas com foco específico no custo do combustível. A CNTTL também exige o fim de fretes abaixo do piso mínimo e a maior atuação da Petrobras na distribuição de combustíveis.

