De setembro de 2020 a março de 2026, o estado emitiu 52.953 carteiras de identificação da pessoa autista
A família de uma pessoa autista no Paraná pede pela internet, sem custo, a Carteira
de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a Ciptea. O endereço
é carteiradoautista.pr.gov.br, e a carteira sai em formato digital.
O IBGE contou no Censo 2022 mais de 132 mil pessoas no Paraná que declararam ter
diagnóstico de autismo feito por profissional de saúde. É 1,2% da população do
estado.
O documento identifica a pessoa e facilita o atendimento prioritário em serviços
públicos e em estabelecimentos privados, como supermercados e bancos. O Código
Estadual da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, a Lei 21.964/2024,
reconhece a Ciptea como documento válido de identificação civil.
A mesma lei prevê prioridade de atendimento aos pais e responsáveis de menores
com autismo em órgãos públicos e privados. O código foi sancionado em 30 de abril
de 2024 e teve 47 deputados como autores.
O pedido começa com um cadastro, feito com nome, CPF e número de celular. Depois
vem o formulário com os dados de quem vai usar a carteira e do responsável, quando
houver. No mesmo sistema, a família envia o laudo médico com o CID e o registro do médico.
Entram também RG e CPF da pessoa autista e do responsável, e uma foto, que pode
ser a do RG ou uma 3×4 nova.
O tipo sanguíneo também é exigido, comprovado por exame ou pela carteira de
vacinação. Segundo o Governo do Estado, a análise leva até 30 dias úteis.
A carteira foi criada pela Lei federal 13.977/2020, conhecida como Lei Romeo Mion.
Balanço do Governo do Estado de 28 de dezembro de 2025 registrou 686 carteiras
emitidas no Paraná em 2020 e 17.405 em 2025, mais de 25 vezes o número do
primeiro ano.
De setembro de 2020 a março de 2026, a Secretaria do Desenvolvimento Social e
Família emitiu 52.953 carteiras. No balanço de 28 de dezembro de 2025, o total desde
2020 era de 48.311.
“A carteira ajuda a família a não ter de explicar o diagnóstico em cada fila. Quem
precisa dela pode fazer o pedido de casa”, diz Alisson Wandscheer (PP, foto). Alisson Wandscheer é deputado estadual pelo PP, coordena o Bloco Parlamentar da Neurodiversidade na Assembleia Legislativa, é autor da Lei estadual 22.891/2025, que instituiu o Dia Estadual da Neurodiversidade, e um dos autores do Código do Autismo
do Paraná, a Lei estadual 21.964/2024.



