Na Fórmula 1 moderna, dois carros a mais de 300 km/h parecem ser sugados pelo asfalto em curvas de alta velocidade. Essa transformação se deve ao conceito aerodinâmico do “efeito solo”, que revolucionou os carros nos últimos anos, desafiando a lógica e a gravidade.
O efeito solo utiliza a física para transformar o assoalho do carro em uma ferramenta de aderência. Com túneis esculpidos sob o carro, é criada uma zona de baixíssima pressão, que gera o famoso downforce, permitindo que os pilotos façam curvas em velocidades impressionantes. Essa técnica facilita ultrapassagens e proporciona corridas mais emocionantes.
Entretanto, o retorno do efeito solo em 2022 trouxe o problema do “porpoising”, que fez os carros quicarem nas retas. Essa pressão aerodinâmica intensa gerava um ciclo de subidas e descidas bruscas, causando desconforto aos pilotos e levantando questões sobre segurança. Enquanto algumas equipes conseguiram resolver o problema rapidamente, outras enfrentaram dificuldades.
A intervenção da FIA foi necessária para garantir a segurança dos pilotos, evidenciando as complexidades desse conceito. Para os fãs da velocidade, essa mudança se traduz em corridas mais emocionantes e disputadas, ao permitir mais ação entre os carros na pista.

