A Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (Osuel) dará início à Série Catuaí da Temporada Ouro Verde 2026 com um concerto especial nos dias 8 e 9 de maio, às 20 horas. As apresentações ocorrerão na véspera do Dia das Mães, tornando-se uma oportunidade única para aqueles que desejam celebrar a data com uma experiência musical de alta qualidade. Sob a batuta do violinista Winston Ramalho, que atuará tanto como solista quanto na direção artística, o programa inclui três obras significativas do repertório clássico.
A abertura do concerto será marcada pela exibição de “Abertura ‘A Clemência de Tito’”, de Wolfgang Amadeus Mozart. Composta em 1791, este foi o último ano da vida do compositor, e a peça serve como introdução à sua última ópera, escrita rapidamente para as festividades de coroação de Leopoldo II em Praga. A lenda conta que Mozart finalizou a obra dentro de uma carruagem a caminho da cidade, entregando-a a poucas horas do primeiro ensaio. O resultado é uma composição vibrante que evidencia o talento do maestro sob pressão.
Na sequência, será apresentado o “Concerto para Violino em Ré Maior”, de Ludwig van Beethoven, que é um dos destaques da programação. Composto em 1806 a pedido do violinista Franz Clement, a obra é amplamente reconhecida por sua beleza e complexidade, unindo lirismo e profundidade poética. Curiosamente, apesar de sua relevância, a obra não teve uma recepção positiva em sua estreia, conquistando o reconhecimento definitivo apenas em 1844, quando foi interpretada pelo jovem Joseph Joachim sob a regência de Felix Mendelssohn.
Para encerrar a noite, a Osuel interpretará a “Sinfonia nº 36 em Dó Maior ‘Linz’”, também de Mozart. Esta composição foi criada em um curto espaço de tempo, em apenas seis dias, durante uma visita à cidade que lhe conferiu o nome. O concerto promete ser uma verdadeira celebração da música clássica, proporcionando ao público uma experiência enriquecedora e emocionante.
Winston Ramalho, que tem uma vasta experiência, compartilha um pouco sobre sua relação com o Concerto para Violino de Beethoven, considerado um dos mais desafiadores do repertório. Ele rememora que seu professor na Áustria, o virtuose Tibor Varga, afirmava que essa obra deveria ser abordada apenas após os 30 anos. Ramalho confirma ter seguido esse conselho e sente ter chegado ao momento certo para interpretá-la.
Para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de assistir a um concerto de música clássica, Ramalho assegura que a programação é acessível e repleta de emoção. Ele acredita que mesmo os iniciantes poderão se conectar com as histórias que a música transmite, garantindo uma experiência única e envolvente.



