O embate teve início após Zema publicar um vídeo que criticava o STF, no qual simulava de maneira irônica diálogos entre ministros sobre decisões judiciais. Gilmar Mendes respondeu a essa provocação solicitando que o vídeo fosse incluído no inquérito das fake news, que está sob a condução de Alexandre de Moraes. Mendes argumentou que o conteúdo proposto por Zema feria a honra da Corte ao sugerir supostos acordos indevidos.
A reação de Mendes levou Zema a intensificar suas críticas ao STF, resultando em pelo menos 14 vídeos publicados na semana subsequente. A consultoria Bites sugere que essa situação não apenas consolidou a pré-candidatura de Zema, mas também diminuiu as pressões internas dentro de seu partido, o Novo, para que ele aceitasse ser vice de Flávio Bolsonaro.
Esse episódio, segundo a análise, transformou um conflito institucional em uma oportunidade de ganho político e tração digital para Zema, destacando o impacto que esse tipo de embate pode ter nas estratégias eleitorais contemporâneas.



