Na noite de sexta-feira (31) e durante o sábado (1º), Israel realizou intensos ataques aéreos em Gaza, que resultaram na morte de pelo menos quatro pessoas, além de deixar dezenas de feridos, conforme informações de autoridades de saúde locais. Esses ataques ocorreram após o Hamas confirmar que irá se desarmar, uma declaração que pode representar um avanço significativo para o fim da guerra em Gaza, embora ainda existam consideráveis desafios a serem superados.
Israel ainda não se manifestou oficialmente sobre o anúncio do Hamas, que está vinculado a um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, divulgado em outubro. Este acordo previa que o Hamas se desarmasse e transferisse o controle para uma administração palestina independente, enquanto Israel se retiraria da região e uma Força Internacional de Estabilização seria mobilizada.
Um parlamentar israelense de extrema-direita, Itamar Ben-Gvir, utilizou a rede social X para criticar o acordo, classificando-o como “inaceitável”. Ele expressou que as mortes em Gaza deveriam continuar, afirmando que “Israel precisa vencer”.
Os ataques realizados em Gaza foram precedidos por ordens de evacuação emitidas pelas forças militares israelenses. Um oficial militar, que pediu para não ser identificado, declarou que a operação tinha como foco o Hamas e suas atividades na região.



