O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ofereceu acesso ao celular de Daniel Vorcaro para aliados de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal. Essa movimentação levou Cristiano Zanin e Gilmar Mendes a solicitar diretamente à PF os dados relacionados ao caso. No entanto, a situação se complicou quando André Mendonça requisitou os dados brutos das quebras de sigilos fiscal, bancário e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A solicitação de Mendonça ocorreu após a PF, sob a direção de Andrei, se recusar a produzir e entregar os relatórios sobre as quebras de sigilos ao relator da Operação Sem Desconto. O pedido formal foi feito em dezembro de 2025, mas não obteve resposta. Diante dessa inação, Mendonça decidiu cobrar os dados brutos em agosto, momento em que Andrei Rodrigues alegou “invasão da autonomia investigativa da corporação” e acionou a Advocacia Geral da União (AGU) para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, buscando anular a ordem.
Jorge Messias, ao lidar com a situação, optou por ignorar o pedido da PF e tentar amenizar a relação entre Andrei Rodrigues e André Mendonça. Contudo, essa tentativa não teve êxito e foi interpretada como um conluio com o ministro, uma conclusão considerada absurda que acabou sendo incluída em um dossiê encomendado por Alexandre de Moraes.
A proteção oferecida por Andrei Rodrigues a Lulinha, somada à sua resistência em fornecer os dados solicitados por Mendonça, levanta questões sobre sua permanência na cúpula da PF. Além disso, o diretor alterou a delegacia responsável pela investigação e dividiu o inquérito em três frentes distintas, enviando uma das partes ao ministro Flávio Dino. Essa fragmentação do caso levanta suspeitas sobre um possível acordo entre o delegado e o ministro.
O tratamento diferenciado dado por Andrei a Lulinha se torna ainda mais controverso diante da oferta dos dados do celular de Vorcaro a Zanin e Gilmar Mendes, enquanto ignorou Mendonça e Edson Fachin, que havia requisitado os autos do caso para análise. Esse cenário evidencia como os aliados de Moraes estão comprometendo a institucionalidade do STF, enquanto Andrei Rodrigues parece estar prejudicando a reputação da Polícia Federal.



