A Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções, 104 partidas e 39 dias de competição, com início em 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerramento em 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O evento exigirá uma operação de engenharia de tráfego sem precedentes, envolvendo a movimentação de delegações e milhões de torcedores por 16 estádios nos Estados Unidos, Canadá e México. O planejamento do roteiro de jogos e a compreensão das opções de transporte entre as cidades-sede são essenciais para os que acompanharão o torneio presencialmente.
A expansão do torneio para 48 seleções levou a Fifa a adotar uma malha de sedes que abrange mais de 5.400 quilômetros, desde Vancouver, no Canadá, até Miami, na Flórida. Para facilitar o deslocamento e minimizar o impacto dos voos transcontinentais e fusos horários, o continente foi dividido em setores. A Costa Leste incluirá Nova York, Boston, Filadélfia, Atlanta e Miami; a Costa Oeste terá Seattle, São Francisco, Los Angeles e Vancouver; a zona Central abrangerá Dallas, Houston e Kansas City; e o polo mexicano incluirá Monterrey, Guadalajara e a capital federal. A eficiência do deslocamento dependerá da limitação de viagens a uma ou duas dessas zonas.
As normas de imigração durante o torneio são variadas e não existe uma política unificada para portadores de ingressos. Nos Estados Unidos, o visto B1/B2 é obrigatório para brasileiros. O governo americano criou o sistema “FIFA Pass”, que permite agendamento prioritário nas embaixadas para quem possui ingressos oficiais. No México, a exigência de visto físico foi restabelecida, mas a entrada é permitida para cidadãos com visto dos EUA, Canadá, Japão, Reino Unido ou do Espaço Schengen. No Canadá, o acesso a Toronto e Vancouver exige Visitor Visa, mas brasileiros com visto americano ativo podem utilizar apenas a eTA.
Dada a extensão territorial da América do Norte, a viagem terrestre de ônibus ou carro é impraticável para o calendário da Copa. A aviação comercial será o principal meio de transporte, apoiada por grandes centros de distribuição que facilitarão o deslocamento entre as cidades-sede.

