O Corinthians, 18º colocado no Campeonato Brasileiro com 33 pontos, tem 66% de probabilidade de ser rebaixado para a Série B, de acordo com cálculos do Departamento de Matemática da UFMG. Para evitar a queda pela segunda vez na história, o clube precisa alcançar a margem considerada segura de 45 pontos, o que exige 12 dos 18 pontos em disputa nas seis rodadas finais, um aproveitamento de 66,6%. O índice é superior ao do terceiro colocado Cruzeiro, que tem 56% de aproveitamento, enquanto o Corinthians registra 34% no campeonato e apenas 15% no returno.
Os matemáticos apontam que o mínimo de 42 pontos apenas cria a possibilidade de permanência, mas nas últimas três edições do Brasileirão esse número foi insuficiente. No ano passado, o Ceará caiu com 43 pontos na 17ª posição, e em 2007 o próprio Corinthians foi rebaixado com 44 pontos. A equipe não vence há 81 dias no Brasileirão: o último triunfo foi em 9 de agosto, 2 a 0 sobre o Red Bull Bragantino, pela 22ª rodada, quando ocupava o sétimo lugar. Nas dez rodadas seguintes, foram nove derrotas e um empate, a pior sequência do clube na era dos pontos corridos, que resultou na demissão de Fernando Diniz e na contratação de Clarence Seedorf.
Os próximos dois jogos, ambos contra rivais paulistas, são considerados vitais. Na sexta-feira (30), às 20h, o Corinthians recebe o Mirassol na Neo Química Arena. Cinco dias depois, enfrenta o São Paulo na Vila Belmiro, em Santos. Caso não some ao menos quatro dos seis pontos, a equipe entrará nas quatro rodadas finais dentro da zona de rebaixamento, após a pausa de duas semanas para a Data Fifa.
O jejum em casa é ainda maior: o time não vence na Neo Química Arena pelo Brasileirão desde 23 de julho, quando bateu o Remo por 3 a 0. Em 2026, o Corinthians tem sete derrotas em 16 jogos como mandante, campanha melhor apenas que a de Remo e Chapecoense, virtualmente rebaixados. Na reta final, fará três jogos em casa contra Mirassol, Grêmio e Botafogo, todos envolvidos na luta contra o rebaixamento.
A defesa também é uma preocupação: o Corinthians sofreu gols nos últimos dez jogos do Brasileirão, com 22 gols sofridos nessa série, média de 2,2 por partida. Nas primeiras 20 rodadas, a média era de 0,91 gol sofrido por jogo. Nos dois primeiros jogos sob o comando de Seedorf, a equipe marcou três gols e levou quatro. Em sua primeira entrevista coletiva, em 14 de outubro, o treinador falou em buscar equilíbrio entre os setores. Contra o Mirassol, ele tenta mostrar evolução após quase uma semana de treinos.



