O Coritiba optou por não se manifestar publicamente depois da derrota por 1 a 0 para o Internacional, na última terça-feira (3), pela 34ª rodada do Brasileirão, no Beira-Rio. O resultado foi definido por um pênalti cometido pelo zagueiro Rodrigo Moledo no minuto final, o que transformou o defensor no principal alvo das críticas da torcida.
Internamente, diretoria e elenco deram apoio a Moledo, que teria chorado após a falha e foi consolado pelos companheiros. A pressão externa, porém, é intensa: a organizada Império Alviverde cobrou a rescisão imediata do contrato do jogador. Mesmo assim, o atleta se apresentou normalmente ao treino no CT da Graciosa na quinta-feira (5), sob o comando do técnico interino Guila Bossle.
O time ocupa a 12ª posição do Brasileirão, com 42 pontos, cinco a mais que o Corinthians, primeiro time na zona de rebaixamento, com 37. Apesar da vantagem, o clima no Alto da Glória é de insegurança, já que o clube chega à reta final da Série A com um treinador interino e um elenco que parece ter atingido o limite.
Depois do revés para o Inter, apenas Bossle concedeu entrevista. O diretor William Thomas, que havia falado pela primeira vez no ano após a vitória sobre o Vitória, voltou ao silêncio. O site oficial do clube também não publica novidades desde antes do jogo contra o Colorado.
O Coritiba agora aguarda a pausa do Brasileirão por causa da Data Fifa para definir questões importantes nos corredores do Couto Pereira, como a contratação de um novo técnico ou a manutenção da comissão interina, além do futuro de Moledo. A equipe volta a campo em 18 de novembro, diante do Santos, no Couto Pereira, em mais uma chance de afastar o risco de rebaixamento.



