Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Senado que investiga o crime organizado indicam que o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 40,11 milhões do Banco Master em 2024. Os pagamentos foram registrados na declaração de Imposto de Renda do banco, cujo sigilo fiscal foi quebrado pela CPI.
Os dados mostram que o banco declarou 11 pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72 ao escritório, totalizando R$ 40.111.826,92. O contrato do Banco Master com o escritório Barci de Moraes foi assinado em 2024 e previa o pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, totalizando R$ 129 milhões em três anos, conforme informações divulgadas.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, apresentou os dados durante sessão plenária e destacou que a Receita Federal enviou dados incompletos na primeira remessa. Ele afirmou que foram necessários novos pedidos para que chegassem informações que comprovam os recebimentos e a dedução de impostos pelo escritório.
O Barci de Moraes, em resposta, não confirmou as informações e ressaltou que os dados fiscais são sigilosos. O escritório não revelou o valor correto dos pagamentos. O contrato com o banco foi interrompido em novembro de 2025, e a CPI será encerrada na próxima terça-feira, com a votação do relatório final.


