O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, Thaisa Hoffmann Jonasson, estão entre os 216 nomes do relatório da CPMI do INSS que propõe o indiciamento de pessoas envolvidas em um esquema de desvio de recursos destinados a aposentados e pensionistas.
O casal foi preso em Curitiba em novembro do ano passado durante a operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Virgílio permanece detido na Superintendência da PF do Paraná, enquanto Thaisa teve sua prisão convertida de preventiva para domiciliar, para cuidar do filho de um ano. Ela cumpre prisão em casa na mesma cidade.
A investigação aponta Virgílio como um elo entre a alta administração do INSS e a organização criminosa, sendo considerado um dos principais beneficiários de propinas pagas pela organização liderada por Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da CONAFER. Thaisa é vista como gestora financeira do núcleo de lavagem de capitais da organização, administrando empresas utilizadas para emitir notas fiscais falsas e movimentar recursos ilícitos.
Os nomes do casal estão no relatório do relator Alfredo Gaspar, que solicita o indiciamento de 216 pessoas, incluindo parlamentares e ex-ministros. A defesa de Virgílio e Thaisa, representada pelo advogado Maurício Moscardi, aguarda a conclusão da votação do relatório para se manifestar.

