A discussão sobre a implantação do sistema eletrônico de pedágio no Paraná voltou ao centro do debate na Assembleia Legislativa do estado. A audiência pública, realizada na noite da segunda-feira, reuniu deputados estaduais, prefeitos, concessionárias, além do setor produtivo e representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Os deputados questionaram se o modelo adotado garante a cobrança proporcional por quilômetro rodado, conforme previsto em lei. Eles também criticaram a falta de proporcionalidade na cobrança, a mudança na localização dos pontos de cobrança e o impacto direto a moradores lindeiros.
Diante das críticas, deputados articulam uma ação popular para questionar aspectos técnicos, jurídicos e contratuais dos contratos firmados entre a ANTT e as concessionárias. Representantes das concessionárias EPR Litoral e Iguaçu e da Via Araucária defendem o pedágio eletrônico, afirmando que a instalação dos pórticos segue critérios técnicos de segurança e combate a rotas de fuga.
As concessionárias também destacaram que os contratos preveem descontos progressivos para usuários frequentes, que podem chegar a até 93% em determinados trechos. No entanto, os deputados continuam a questionar o modelo e defendem a realização de reuniões específicas com concessionárias e a ANTT para discutir ajustes no modelo.

