A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sediou uma audiência pública nesta quarta-feira, 20, para discutir a relevância das Casas Familiares Rurais (CFRs) no fortalecimento da agricultura familiar e na permanência de jovens no campo. A proposta do evento foi apresentada pelo Professor Lemos, do PT, que destacou a pedagogia da alternância, um método educacional aplicado nas CFRs, voltado para jovens do meio rural, especialmente aqueles envolvidos na agricultura familiar.
O objetivo principal desse modelo educacional é assegurar que os jovens que participam das CFRs permaneçam em suas propriedades, evitando o êxodo rural e a migração em busca de empregos nas cidades. O Professor Lemos ressaltou que o modelo tem mostrado resultados positivos em diversos países, e no Paraná, os alunos formados nessas instituições têm a oportunidade de continuar suas atividades no campo, alcançando condições que favorecem uma melhor qualidade de vida.
Atualmente, o Paraná conta com 16 Casas Familiares Rurais. Nessas instituições, os estudantes permanecem em regime de internato por uma semana, dedicando-se exclusivamente aos estudos, e, em seguida, retornam para suas famílias. Durante o período de internato, professores e monitores acompanham os alunos em suas propriedades, auxiliando na aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em sala de aula. Essa metodologia de ensino teve sua origem na França.
Alexandre Leal dos Santos, presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep), enfatizou a importância das Casas Familiares Rurais e da educação no campo para motivar a juventude e prepará-la para as atividades agrícolas.
Richard Gonçalves, presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), declarou que as CFRs são uma estratégia essencial para formar jovens agricultores. Ele argumentou que, com mais de 250 mil estabelecimentos rurais no Paraná, é fundamental defender esse modelo educacional que visa capacitar os futuros gestores do campo.



