A Polícia Federal informou, na noite desta quarta-feira (20), que a proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro foi oficialmente rejeitada. Os advogados do banqueiro foram comunicados sobre a decisão, que se baseia na avaliação de que o conteúdo enviado era considerado inadequado e seletivo.
Os investigadores da PF alegam que a defesa de Vorcaro entregou documentos que omitiram dados cruciais e tentaram proteger a identidade de figuras importantes dentro dos três poderes. Um dos pontos destacados na investigação é o suposto envolvimento de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira, que teria recebido pagamentos mensais do banqueiro em troca da apresentação de uma emenda que ampliava a cobertura do fundo garantidor de créditos, beneficiando diretamente o banco Master.
Na mesma semana, a Polícia Federal decidiu transferir Daniel Vorcaro para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal. Essa mudança significa que ele agora deve observar as normas internas da PF para visitas de advogados, que são limitadas a duas por dia, cada uma com duração de meia hora.
Anteriormente, Vorcaro estava em uma sala de Estado-Maior, que havia sido reformada para atender ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento de sua prisão. Nesse local, o banqueiro dispunha de mais tempo para trabalhar em sua proposta de delação, reunindo-se frequentemente com seus advogados.
A rejeição da delação premiada de Daniel Vorcaro pode ter implicações significativas nas investigações em andamento, uma vez que as informações que ele poderia ter fornecido não foram consideradas suficientes pela Polícia Federal. Com isso, a continuidade dos trabalhos da PF dependerá de outras fontes e evidências para avançar nos casos relacionados ao banqueiro e suas possíveis conexões com outros envolvidos.



