A Polícia Federal (PF) decidiu, nesta quarta-feira (20), não aceitar o acordo de delação premiada apresentado por Daniel Vorcaro. A avaliação da PF aponta que o banqueiro não trouxe informações que possam ser consideradas inéditas ou significativas para o progresso das investigações em curso.
A decisão já foi informada à defesa de Vorcaro e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. No entanto, existe a possibilidade de que uma nova delação seja considerada, dependendo da posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem a autonomia para tomar uma decisão diferente da PF.
Caso a PGR opte por aceitar o acordo, o Ministério Público poderá assiná-lo e encaminhá-lo para homologação no STF. Se a PGR também avaliar que as provas apresentadas por Vorcaro são insuficientes, o banqueiro enfrentará o processo penal de maneira convencional.
Ainda que a PGR rejeite o acordo atual, há espaço para futuras negociações, podendo a defesa reabrir discussões se apresentar uma proposta mais convincente. A expectativa é que a mudança de condições de detenção de Vorcaro possa influenciar a entrega de uma nova proposta de delação.
Recentemente, Vorcaro foi transferido para uma cela comum, perdendo os privilégios que tinha em uma sala especial na Superintendência da PF, onde poderia desfrutar de ar-condicionado e visitas mais flexíveis. Com a nova determinação de Mendonça, ele agora tem direito a apenas duas visitas diárias, limitadas a 30 minutos cada.
A mudança no regime de detenção foi motivada pelo término da fase inicial de elaboração do acordo de delação, após a defesa ter apresentado uma proposta. Assim, as visitas frequentes de advogados não são mais necessárias, e a PF e a PGR aguardam uma nova proposta que traga elementos mais substanciais para as investigações.



