A Procuradoria-Geral da República denunciou Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, o ex-deputado TH Joias e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto por suposta obstrução e vazamento de investigações relacionadas ao Comando Vermelho. O Supremo Tribunal Federal irá analisar a denúncia, e, se aceita, os denunciados se tornarão réus em processo penal.
A defesa de Bacellar alegou que a acusação da PGR é baseada em ilações e narrativas já refutadas. A Polícia Federal investiga se Bacellar vazou informações da Operação Zargun, que resultou na prisão de TH Joias, acusado de ligação criminosa com a facção. TH foi detido por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e equipamentos para o Comando Vermelho.
A suspeita de vazamento da Operação Zargun foi levantada pelo procurador-geral de Justiça do Rio no dia da prisão de TH, gerando uma nova investigação sobre o caso. As investigações apontaram um esquema de corrupção envolvendo a facção e agentes públicos, incluindo policiais e ex-secretários.
Rodrigo Bacellar foi preso em dezembro pela Polícia Federal na Operação Unha e Carne, após indícios de que orientou TH Joias a remover objetos de sua residência. A Assembleia Legislativa do Rio decidiu, por 42 votos a 21, pela soltura de Bacellar cinco dias após sua prisão. A análise de seu celular revelou um encontro com o desembargador Macário Judice Neto na véspera da Operação Zargun.

