Saúde Infantil, Alimentação e Políticas Públicas: o papel do Parlamento na proteção das novas gerações
Em um cenário global em que a alimentação infantil e a qualidade nutricional estão cada vez mais no centro das preocupações públicas, o debate sobre o uso de corantes artificiais em alimentos destinados a crianças — especialmente em produtos industrializados — ganha relevância política e social. No Brasil, o Projeto de Lei nº 2090/2025, de autoria do deputado federal Geraldo Mendes (UNIÃO/PR), propõe a proibição da utilização de corantes artificiais derivados de petróleo em alimentos industrializados voltados ao público infantil. A iniciativa está alinhada com uma série de políticas que buscam proteger a saúde das crianças e promover ambientes alimentares mais seguros e transparentes para as famílias brasileiras.
Esse movimento acompanha uma tendência internacional impulsionada por recentes iniciativas de autoridades de saúde nos Estados Unidos, que anunciaram medidas para reduzir gradualmente o uso de corantes sintéticos, especialmente em produtos consumidos por crianças. A proposta integra uma estratégia mais ampla de promoção da saúde infantil e responde a preocupações crescentes de famílias, pesquisadores e organizações da sociedade civil.
Embora a ciência ainda não estabeleça uma relação causal direta entre corantes alimentares e condições como o transtorno do espectro autista (TEA) ou o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), estudos indicam que esses aditivos podem influenciar comportamentos em grupos sensíveis. Esse cenário reforça a importância de uma abordagem preventiva, pautada pela cautela regulatória e pela responsabilidade do poder público.
À frente dessa pauta no Congresso Nacional está o deputado federal Geraldo Mendes, cuja atuação tem se destacado pela defesa de políticas públicas voltadas à infância, à pessoa com deficiência e ao fortalecimento da rede de proteção social. Ao apresentar o PL 2090/2025, o parlamentar evidencia uma postura preventiva e propositiva, colocando a saúde das crianças no centro do debate legislativo e reafirmando seu compromisso com ações que priorizem o bem-estar das famílias brasileiras.
A proposta dialoga diretamente com outra agenda fundamental: a inclusão e o cuidado com crianças com deficiência. Famílias que convivem com desafios relacionados ao desenvolvimento infantil enfrentam, diariamente, barreiras no acesso à saúde, à educação e à assistência adequada. Nesse contexto, iniciativas que promovem ambientes alimentares mais seguros representam um passo relevante na construção de políticas integradas, capazes de oferecer melhores condições de desenvolvimento para crianças que demandam atenção especial do Estado.
Mais do que regulamentar ingredientes, o projeto estimula uma reflexão mais ampla sobre transparência na rotulagem, direito à informação e responsabilidade compartilhada entre governo, indústria e sociedade. Trata-se de reconhecer que a proteção da infância exige uma atuação coordenada, que vá desde a formulação de leis até o fortalecimento das agências reguladoras e a conscientização dos consumidores.
Para o deputado Geraldo Mendes, legislar é também antecipar desafios e transformar demandas sociais em ações concretas. Sua atuação nessa pauta reforça o papel do Parlamento como agente de prevenção, capaz de equilibrar desenvolvimento econômico com direitos fundamentais, especialmente quando estão em jogo a saúde e o futuro das novas gerações.
Ao trazer o tema à agenda nacional, o Congresso abre espaço para um diálogo qualificado entre especialistas, órgãos reguladores e sociedade civil. Mais do que uma discussão técnica, o debate sobre corantes alimentares representa uma escolha coletiva: investir hoje em políticas públicas responsáveis para garantir amanhã uma infância mais saudável, inclusiva e protegida.

