Após uma confusão na votação da CPMI do INSS, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) acusou o presidente da comissão, Carlos Viana, de fraudar a democracia. A votação que aprovou a quebra de sigilo bancário do filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, gerou polêmica e protestos entre os parlamentares.
Em entrevista, Pimenta afirmou que o caso será levado ao conselho de ética do Senado por quebra de decoro parlamentar. Ele contestou a decisão de Viana, que, segundo ele, contou apenas sete votos quando havia catorze votantes. O deputado também defendeu que não há provas ligando Lulinha ao caso investigado pela CPMI.
A confusão na CPMI culminou em um empurra-empurra entre deputados de diferentes partidos, com um incidente envolvendo Rogério Correa e Luiz Lima. O pedido de quebra de sigilo foi solicitado pelo relator Alfredo Gaspar, no contexto da investigação da Operação Sem Desconto, que apura fraudes que afetaram aposentados e pensionistas.
Paulo Pimenta expressou confiança de que a votação será anulada e que as imagens do momento trarão à tona a verdade sobre a situação. Ele comparou Viana a um "juiz ladrão", afirmando que o "VAR" mostrará a realidade para a sociedade brasileira.

